Grupo reunirá representantes de 16 secretarias e órgãos municipais e terá até 180 dias para elaborar plano de prevenção e resposta; iniciativa prevê mapeamento de riscos, protocolos, treinamentos e medidas para garantir serviços essenciais
DA REDAÇÃO – BIRIGUI
A Prefeitura de Birigui oficializou a criação de uma estrutura permanente para preparar o município para enfrentar eventos climáticos extremos e reduzir os impactos provocados por situações de emergência.
O Comitê Municipal de Mudanças Climáticas, Resiliência e Preparação para Eventos Extremos (COMCLIMA Birigui) foi instituído pelo Decreto nº 8.065, de 17 de agosto de 2026, publicado na sexta-feira (21) no Diário Oficial Eletrônico do Município.
Vinculado diretamente ao gabinete da prefeita Samanta Borini, o comitê terá representantes de 16 secretarias e órgãos municipais. A coordenação-geral ficará sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Governo e a coordenação técnica será exercida pela Defesa Civil.
A proposta é fazer com que diferentes setores da administração atuem de maneira integrada antes, durante e depois de ocorrências capazes de colocar a população em risco ou comprometer o funcionamento dos serviços públicos.
Cidade terá matriz para identificar riscos
Uma das primeiras tarefas será elaborar a Matriz Municipal de Riscos, Responsabilidades e Continuidade dos Serviços Públicos.
O documento deverá ficar pronto em até 90 dias após a instalação do comitê.
Na prática, a intenção é identificar os principais riscos aos quais Birigui está exposta e estabelecer previamente as responsabilidades de cada setor da administração.
A definição antecipada das atribuições ganha importância principalmente em situações de maior gravidade, quando diferentes serviços municipais precisam atuar simultaneamente e com rapidez.
Plano Birigui Resiliente terá prazo de 180 dias
Outra medida prevista é a elaboração do Plano Birigui Resiliente, que deverá ser concluído em até 180 dias.
O documento estabelecerá como o município deverá se preparar e agir diante de eventos climáticos extremos e também como as informações deverão ser comunicadas à população.
O plano deverá contemplar ainda medidas destinadas à manutenção ou ao restabelecimento dos serviços públicos essenciais quando eles forem afetados.
Com isso, a administração pretende avançar de uma atuação concentrada apenas na resposta às emergências para um modelo que também priorize prevenção, planejamento e preparação.
El Niño e La Niña serão acompanhados
O trabalho do COMCLIMA também levará em consideração fenômenos de variação climática, entre eles El Niño e La Niña, que podem interferir nos padrões de chuva, temperatura e estiagem.
O comitê deverá acompanhar alertas, previsões meteorológicas e informações produzidas pelos órgãos oficiais para avaliar possíveis reflexos sobre Birigui.
Também será feito um levantamento dos recursos disponíveis para utilização em situações de emergência.
A partir dessas informações, deverão ser estabelecidos protocolos para orientar a atuação das equipes municipais.
Treinamentos e simulados estão previstos
A preparação não ficará restrita à produção de documentos.
A Prefeitura prevê a realização de treinamentos e simulados, permitindo que as equipes coloquem os protocolos em prática antes de uma emergência real.
Os exercícios poderão ajudar a identificar falhas de comunicação, dificuldades operacionais e necessidades de aprimoramento na atuação integrada dos diferentes órgãos.
A lógica é testar previamente a capacidade de resposta para que, diante de uma situação de maior impacto, as responsabilidades já estejam definidas.
Desafio será transformar planejamento em prevenção
Segundo a prefeita Samanta Borini, a criação do comitê busca fortalecer a prevenção e tornar Birigui mais preparada para eventos climáticos extremos, reduzindo impactos sobre a população e preservando, sempre que possível, os serviços essenciais.
A criação do COMCLIMA, entretanto, representa o início do processo. Os próximos meses serão importantes para mostrar como a nova estrutura será traduzida em ações concretas.
A elaboração da matriz de riscos e do Plano Birigui Resiliente deverá revelar quais são as vulnerabilidades identificadas no município, quais medidas serão consideradas prioritárias e como cada área da administração deverá responder.
Em um cenário no qual tempestades, períodos de estiagem e outros eventos severos exigem cada vez mais capacidade de prevenção das cidades, o desafio de Birigui será fazer com que o planejamento saia do decreto e esteja efetivamente preparado para funcionar quando a emergência chegar.






