Terça-feira, 22 de setembro de 2026
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Diferença no preço de medicamentos passa de 600% em Araraquara, aponta pesquisa do Procon

Levantamento realizado em cinco drogarias mostra que pesquisar antes da compra pode gerar economia significativa, principalmente em medicamentos genéricos de uso contínuo

Uma pesquisa realizada pelo Procon Araraquara revelou que a diferença de preços de um mesmo medicamento pode ultrapassar 600% entre farmácias da cidade. O levantamento, feito entre os dias 17 e 20 de julho em cinco drogarias, comparou os valores de 20 medicamentos de referência e seus respectivos genéricos, reforçando a importância da pesquisa de preços antes da compra.

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O estudo incluiu medicamentos amplamente utilizados no tratamento de doenças como hipertensão, diabetes, colesterol, gastrite, depressão, além de analgésicos, anti-inflamatórios e antibióticos.

Genéricos apresentam as maiores diferenças

Os maiores percentuais de variação foram registrados entre os medicamentos genéricos.

A maior diferença encontrada foi a do Anlodipino, cujo preço variou de R$ 4,99 a R$ 35,91, uma diferença de 619,64%.

Outro destaque foi a Sertralina genérica, que apresentou preços entre R$ 14,99 e R$ 104,84, variação de 599,13%.

Segundo o Procon, esses números demonstram que o consumidor pode economizar várias vezes o valor de um mesmo medicamento apenas comparando os preços praticados pelas farmácias.

Medicamentos de referência também variam

Entre os medicamentos de referência, a maior diferença foi encontrada no antibiótico Amoxil.

O produto foi encontrado por R$ 70,80 em uma farmácia e por R$ 163,83 em outra, representando variação de 131,35%.

O Cozaar apareceu na sequência, com preços entre R$ 42,26 e R$ 73,14, diferença de 73,06%.

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Economia ao longo do ano

De acordo com o Procon Araraquara, a pesquisa demonstra que a comparação de preços pode representar uma economia significativa, especialmente para quem utiliza medicamentos de uso contínuo, como Losartana, Anlodipino, Sertralina e Omeprazol.

Como esses remédios são adquiridos mensalmente por milhares de consumidores, pequenas diferenças de preço acabam gerando economia expressiva ao longo do ano.

Orientação ao consumidor

O subsecretário de Defesa do Consumidor de Araraquara, Vinicius Motta, orienta que o consumidor não observe apenas o preço.

Segundo ele, também é importante verificar a validade do medicamento, a integridade da embalagem, o número do lote, o registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e exigir a emissão da nota fiscal.

Motta destaca ainda que, quando houver autorização médica para substituição, os medicamentos genéricos representam uma alternativa segura e mais econômica, mantendo a mesma qualidade, eficácia e segurança dos medicamentos de referência.

Pesquisa utilizou preços de tabela

O Procon esclarece que o levantamento considerou apenas os preços de tabela, sem incluir descontos oferecidos pelas redes de farmácia.

Segundo o órgão, os descontos variam conforme convênios, programas de fidelidade, laboratórios parceiros, formas de pagamento e promoções, o que inviabiliza uma comparação padronizada.

O órgão ressalta ainda que os valores refletem o período em que a pesquisa foi realizada e podem sofrer alterações conforme a política comercial de cada estabelecimento.

Além disso, o levantamento não pode ser utilizado para fins publicitários pelas empresas pesquisadas.

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