A Polícia Civil deflagrou, nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira (14), a Operação “Prazo Final”, em Araçatuba, para cumprir medidas judiciais decorrentes de investigações que apuram a suposta prática de extorsões, roubos, associação criminosa, usura — prática popularmente conhecida como agiotagem — e lavagem de dinheiro.
A ação foi realizada pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG), da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Araçatuba, vinculada ao Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter-10).
A operação ocorreu exclusivamente em Araçatuba e terminou com a prisão dos quatro investigados que eram alvos de mandados de prisão temporária.
Quatro investigados presos
Segundo a Polícia Civil, a Operação Prazo Final é resultado de investigações conduzidas em dois inquéritos policiais.
A Justiça autorizou o cumprimento simultâneo de quatro mandados de prisão temporária e nove mandados de busca e apreensão.
Todos os quatro investigados que eram alvos das ordens de prisão foram localizados e presos.
Por se tratar de prisões temporárias, as medidas possuem natureza cautelar e não representam condenação. As responsabilidades individuais ainda serão apuradas no decorrer das investigações.
36 policiais participaram da operação
Para o cumprimento das ordens judiciais, a Polícia Civil mobilizou 36 policiais civis do Deinter-10.
O efetivo foi dividido em nove equipes, cada uma composta por quatro policiais, permitindo que as diligências fossem realizadas simultaneamente durante a manhã.
A operação começou nas primeiras horas do dia.
Celulares e anotações de agiotagem são apreendidos
Durante o cumprimento dos nove mandados de busca, os investigadores apreenderam seis aparelhos celulares, aproximadamente R$ 350 em dinheiro e anotações que, segundo a Polícia Civil, estariam relacionadas à prática de agiotagem.
Os celulares e demais materiais serão analisados pelos investigadores e poderão auxiliar na obtenção de novas informações sobre os fatos apurados nos dois inquéritos.
O balanço divulgado pela Polícia Civil aponta quatro prisões temporárias, nove buscas realizadas, 36 policiais mobilizados, seis celulares, cerca de R$ 350 e anotações relacionadas à suposta prática de agiotagem apreendidos.
Investigação apura crimes graves
A Polícia Civil informa que os inquéritos que deram origem à Operação Prazo Final investigam suspeitas de extorsão, roubo, associação criminosa, usura e lavagem de dinheiro.
Até o momento, a corporação não divulgou detalhes sobre a dinâmica dos crimes investigados, número de vítimas, valores eventualmente envolvidos ou a participação atribuída individualmente a cada um dos quatro presos.
Também não foram divulgadas as identidades dos investigados.
Polícia procura eventuais outros envolvidos
Com o cumprimento dos mandados, a investigação entra agora em uma nova etapa.
A equipe da DIG deverá analisar os aparelhos celulares, documentos e anotações recolhidos durante as buscas. Segundo a Polícia Civil, as diligências continuarão para o completo esclarecimento dos fatos, individualização das condutas e identificação de eventuais outros envolvidos.
Os delegados responsáveis pela Operação Prazo Final, Igor Alberto Figueiredo e Flavio Soares Alves de Miranda, deverão conceder entrevista à imprensa nesta segunda-feira.






