Terça-feira, 22 de setembro de 2026
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Santa Casa de Araçatuba realiza 11ª captação múltipla de órgãos do ano

Fígado, rins e córneas de paciente de 65 anos foram destinados a pessoas que aguardam transplantes; avião particular do Projeto.

Santa Casa de Araçatuba realiza 11ª captação múltipla de órgãos do ano

Fígado, rins e córneas de paciente de 65 anos foram destinados a pessoas que aguardam transplantes; avião particular do Projeto Transplantar auxiliou no transporte e GCM fez escolta até o aeroporto

DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA

A Santa Casa de Araçatuba realizou, no início da tarde deste domingo (23), a 11ª captação múltipla de órgãos de 2026. O procedimento foi possível após a família de uma paciente de 65 anos, que teve a morte encefálica constatada no sábado (22), autorizar a doação.

Foram captados fígado, rins e córneas, que serão destinados a pacientes compatíveis que aguardam na fila do Sistema Estadual de Transplantes (SET), integrado à Central Nacional de Transplantes.

Além do trabalho das equipes de saúde, a operação mobilizou uma aeronave particular do Projeto Transplantar e contou com apoio da Guarda Civil Municipal (GCM) de Araçatuba para agilizar o deslocamento da equipe médica e dos órgãos até o Aeroporto Dario Guarita.

Família autorizou doação após morte encefálica

A paciente estava internada na Santa Casa e teve a morte encefálica confirmada no sábado.

Após a constatação, os familiares foram entrevistados pela e-DOT (Equipe Hospitalar de Doação para Transplantes) e autorizaram a retirada dos órgãos.

A decisão possibilitou que fígado, rins e córneas fossem captados para beneficiar outras pessoas que dependem de um transplante.

O processo de doação segue critérios de compatibilidade e a organização das filas do sistema de transplantes.

Santa Casa chega à 11ª captação múltipla em 2026

Com o procedimento realizado neste domingo, a Santa Casa de Araçatuba chegou à 11ª captação múltipla de órgãos somente neste ano.

O número evidencia a importância do hospital dentro da estrutura regional de identificação de potenciais doadores e realização dos procedimentos necessários para que os órgãos possam chegar aos receptores.

Cada operação exige uma cadeia de trabalho que começa com a identificação e confirmação da morte encefálica, passa pela abordagem familiar e, quando há autorização, envolve equipes médicas, logística de transporte e articulação com o sistema de transplantes.

Avião particular auxiliou no transporte

A operação deste domingo teve ainda a participação do Projeto Transplantar, iniciativa que reúne proprietários de jatos e helicópteros que disponibilizam voluntariamente suas aeronaves para o transporte relacionado aos transplantes.

O objetivo é reduzir o tempo de deslocamento das equipes médicas e dos órgãos entre os hospitais, um fator fundamental porque existe um período limitado para que cada órgão retirado seja transplantado com segurança.

O avião utilizado na operação partiu do Aeroporto Dario Guarita, em Araçatuba.

GCM fez escolta até aeroporto

Para que o deslocamento terrestre também ocorresse com rapidez, batedores da Guarda Civil Municipal de Araçatuba deram suporte ao traslado.

A equipe médica e os órgãos foram acompanhados no percurso até o Aeroporto Dario Guarita, de onde seguiram para os destinos determinados pelo sistema de transplantes.

A logística envolvendo hospital, transporte terrestre e aeronave é fundamental nesse tipo de operação, em que cada minuto pode fazer diferença para o aproveitamento dos órgãos.

Doação transforma perda em esperança

A 11ª captação realizada pela Santa Casa neste ano começou com uma decisão tomada pela família em um momento de perda.

Ao autorizar a doação, os familiares permitiram que órgãos da paciente de 65 anos pudessem beneficiar pessoas que aguardam por um transplante.

O fígado e os rins poderão representar uma nova oportunidade de vida para receptores compatíveis. As córneas, por sua vez, poderão devolver ou melhorar a visão de pacientes que estão na fila.

O procedimento realizado em Araçatuba mostra como uma decisão familiar, somada ao trabalho das equipes de saúde e a uma operação logística coordenada, pode fazer com que a despedida de uma pessoa se transforme em esperança para várias outras.

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